Ele lembra o nascer do sol… Sunrise.
Meu aprendiz chamado Adler, tudo começou naquela cidadela das montanhas.
Já não me recordo bem o nome, mas foi exatamente ali que conheci o Garou Lupino. Ainda criança, ele sabia que não era parecido com os outros lobos, mas não sabia exatamente por que. E lá fui eu, mostrar a ele que o sangue que corria em suas veias era o de um Lupino, filho de uma mãe loba e pai Garou.
Mas ele apenas compreendeu tudo isso no momento da Primeira Mudança. Quando ele sentiu aquela presença demoníaca que até mesmo a Wyrm temeria, o ser que _ dizem os meus antigos amigos de seita _ é alienígena proveniente de outra dimensão, o Rastejante Nexus.
Não conseguimos ver ele adentrar ao local, simplesmente um vento e uma sensação de morte invadiu o ambiente e “levou” todos dali. Foi algo rápido e inexplicável, todos os humanos e lobos morreram instantaneamente. É como se a alma deles tivesse sido carregada para longe com aquela brisa demoníaca.
Adler se transmutou para a forma Crinos, a forma da Besta Garou, e fui eu quem o parei antes que se matasse tentando lutar contra o Rastejante que aos poucos desapareceu dali. Sua intenção? Eu jamais soube. Sabia apenas a intenção de Adler quando ele acordou após a Mudança e percebeu que seu destino era compreender aquele ataque, compreender tudo sobre os Rastejantes Nexus.
Ele viajou ao meu lado enquanto lhe ensinei tudo o que podia a respeito de nós. Ele se mostrou o adren _ pupilo _ mais dedicado de todos os demais e destacou-se com seu enorme poder de Lupino e incrível espírito apesar do fato que acontecera no passado.
Mas algo mudou…
No dia em que deixei Adler cuidar do antigo Caern localizado abaixo de uma taverna e fui atrás de um antigo companheiro de lutas chamado Alucard ele foi “enfeitiçado” pela mesma maldição que assolaram meus pais… a Traição da Litania.
Adler se apaixonou e teve um romance com Rose, uma Garou ronin. Ele traiu o código dos Lobisomems e se procriou com a fêmea gerando assim um Impuro. Na verdade, duas Impuras gêmeas : Alexia e Alyssa.
Nesse momento Adler cavou sua sepultura assim como fez meu pai no passado. Suas filhas e parceira acabaram sendo executadas e ele viveu desde então perdido pelo mundo como um Andarilho sem qualquer tipo de intuito e propósito. Esqueceu de sua busca, de sua tribo, de sua seita, abandonou a Gaia e amaldiçoou o seu destino.
Hoje eu não sei aonde ele está nem com quem está. De qualquer forma, espero que tenha encontrado o seu paraíso, que esteja com suas duas filhas e sua mulher naquele lugar, onde nada irá interromper que todos eles vejam…
O Nascer do Sol denovo…
Adeus… Sunrise.


